sexta-feira, 30 de março de 2012

conselhos de quem sabe

“Escreva sobre o que te dá medo, sobre o que te dá vergonha, sobre o que você ama. Escreva sem julgar, escreva sobre os outros. Escute conversas alheias, mesmo se as pessoas te parecerem estranhas. Ande de ônibus e de metrô e observe tudo. Lide com pessoas de diferentes profissões e idades. Não fique cercado por pessoas que tem a sua idade e fazem a mesma coisa que você. Aliás, fuja delas.”
— (Resposta de Pedro Almodóvar para uma cineasta iniciante, quando ela pediu um conselho)

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Gotye, vemk

E se for doce, que seja.

Mas me respondam se conseguirem: para quê melhor do que um velho amor novo? Um amo antigo que acabou de nascer?
O meu amor reúne tudo o que vocês sempre procuraram e ainda sim, querem que eu não o viva?
Eu quero que saibam que eu estou muito bem, obrigada. E que não precisam se preocupar com a minha felicidade, pois ela nunca esteve tão grande.
E digo mais, desejo um amor desse para todos vocês.

Agora eu rezo.


Agora eu rezo. Rezo para dar tudo certo. Para minha felicidade não ser tirada de mim pela mesma pessoa que fez dela motivo.
Rezar pra vida trazer-me de volta tudo o que eu sentia antes para oferecer-te de novo, e de bom grado, porque me sinto melhor quando faz-me ficar bem.
Agora aqui estou recomeçando e que dessa vez só os bons momentos se repitam.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Minha carta de adeus. (Ante-pós suicídio mal praticado utopicamente.)

Vocês deveriam tem ficado ao meu lado quando eu mais precisei. Deveriam ter me acudido quando eu estava em silencio. Deveriam ter reparado nas marcas da minha pele, na cor das minhas unhas amareladas e sem vida, no meu cabelo caindo e ficando seco cada vez mais, nas minhas olheiras que já estavam mais cansadas que o olhar que descreveu Machado e nas minhas roupas largadas. Reparado quando eu não dizia nada, quando eu ria mais que os outros, quando eu buscava felicidade em migalhas de companhias. Deveriam ter visto o meu olhar cheio, cheio de vazios. Cheios de não ter mais o que ver adiante. Vazios de não ver mais quem eu via me amando.
Vocês não deviam ter feito nada disso. Eu quis que fosse assim, não é? Eu quem escolhi isso pra mim, como disseram: “Escolheu ficar só.” E sim, repito. Sou melhor sozinha. Melhor, pra vocês, sozinha. Foi melhor assim. Pra vocês, porque, enfim, eu já era um peso. Alguém que vocês só davam lições de moral e não aprendia nada feito uma criança que só quer brincar e se sujar na lama pra depois chorar por não estar limpa. Foi melhor assim.
Mas na verdade, é que ninguém sabe ao certo o que se passava dentro de mim. Nem eu mesma. Eu tinha tanta coisa pra gritar pro mundo, mas resolvi, debilmente, calar-me. E me perdia naquele mar de promessas não feitas, palavras não ditas, olhares não atirados, horizontes não observados, revoltas contidas, corações rachados, avião sem asa, fogueira sem brasa e etc..
Nem toda vez que eu disse que amava, realmente estava amando, admito. Mas todas as vezes que vocês sentiram carinho vindo de mim, foi verdadeiro.
O meu defeito foi nunca ter usado máscaras. Sempre souberam o que se passava comigo. O que eu pensava e como agiria. E, mesmo assim, se decepcionaram.
Na verdade, fui eu quem os perdi. Não os ouvi quando mais gritaram.
Eu realmente espero que sintam minha falta, assim como eu senti falta de vocês me detendo a fazer esse ato de desespero.
E sim, eu peço perdão. Mas não porque o fiz. Mas porque não os ouvi.
Sintam minha falta na mesma intensidade que eu senti falta dos que me juraram a eternidade. Uma eternidade que não tinha a mesma duração em meu conceito.